| 1 x de R$99,90 sem juros | Total R$99,90 |
| 1 x de R$99,90 sem juros | Total R$99,90 | |
| 2 x de R$52,58 | Total R$105,15 | |
| 3 x de R$35,65 | Total R$106,95 | |
| 4 x de R$27,19 | Total R$108,76 | |
| 5 x de R$22,12 | Total R$110,60 | |
| 6 x de R$18,74 | Total R$112,45 | |
| 7 x de R$16,33 | Total R$114,33 | |
| 8 x de R$14,53 | Total R$116,21 | |
| 9 x de R$13,13 | Total R$118,13 | |
| 10 x de R$12,01 | Total R$120,06 | |
| 11 x de R$11,09 | Total R$122,01 | |
| 12 x de R$10,33 | Total R$123,99 |
>> Ao comprar na pré-venda, você torna este livro possível. Se a meta for alcançada, o livro será produzido e os envios serão realizados após a produção. Caso a meta não seja atingida e a produção não ocorra, seu dinheiro será devolvido. <<
Organização, notas e estudos introdutórios de Fabio Mario da Silva
A primeira vez que ouvi a história de Judith Teixeira, senti um choque que me fez chorar. Foi no Centro de Cultura e Intervenção Feminista da UMAR, pela voz da jornalista São José Almeida, que soube como foi perseguida, censurada, como queimaram o seu livro e a apagaram da nossa história. Procurei a sua obra, devorei-a, e aí a alegria invadiu-me.
Judith Teixeira foi uma poeta brilhante. Lésbica num Portugal sufocado pela ditadura, arriscou tudo. Escreveu criando um espaço de liberdade radical, potência, amor, corpo, desejo, erotismo e paixão entre mulheres, pensamento e ação, abrindo caminho para todas nós.
Reivindico Judith Teixeira como nossa ancestral: a voz que iluminou a noite com um traço de fogo para que hoje possamos escrever em liberdade e existir com dignidade.
A primeira edição brasileira da sua obra completa é um momento histórico: resgata a autora e projeta-a para um novo espaço crítico e afetivo, inscrevendo-a num diálogo amplo com o modernismo, os feminismos e os estudos queer contemporâneos.
Raquel Freire Lisboa,
15 de dezembro de 2025
O volume reúne os escritos que a autora deixou no âmbito da poesia, da prosa ficcional, da crônica e dos manifestos, além de cartas de terceiros e do poema “Lluvia”, do poeta e jurista espanhol Manuel Lasso de La Vega, que Judith traduziu e fez publicar, em 1923, no Diário de Lisboa. Ademais, no “Estudo Introdutório” que abre o livro, Fabio Mario traz informações várias sobre a moderna revista Europa – Magazine Mensal, cujos três únicos números, publicados em Lisboa em abril, maio e junho de 1925, Judith Teixeira dirigiu e editou. Traz também notícias da recepção crítica da autora em jornais portugueses, vazada não poucas vezes em tom de truculenta misoginia, como na caricatura lançada por Américo Amarelhe no jornal O Sempre Fixe, de 01/07/1926. Aliás, misoginia, lesbofobia e gordofobia articulam-se nessa caricatura, à qual o maldoso autor acrescenta uma paródia chula do poema “A bailarina vermelha”, que Judith incluíra na sua coletânea Nua – Poemas de Bizâncio (1926).
Renata Soares Junqueira
Unesp – Araraquara
Ficha técnica
Organizador: Fabio Mario da Silva
Ano: 2026
Gênero: acadêmico
